segunda-feira, 4 de agosto de 2014

VOLTANDO AO TIO SAM

Dia 07 de julho (segunda-feira), um belo dia de sol, fomos colocar nossa placa. Não podíamos imaginar como era o local. Não é um muro ou coisa parecida. Oficialmente é chamada de The Watson Lake Signpost Forest, uma verdadeira “floresta de placas”.





A atendente do Visitor Center, que fica praticamente “dentro da floresta”, gostou da nossa placa e disse que já são 80.000 placas, ou melhor, “hoje 80.001”!

Procuramos as placas do José Carlos (Zeca) e André, irmão e sobrinho da Fátima, nossa amiga do RJ, e, acreditem naquela floresta “enorme”, Eureka! Ficamos muito felizes e enviamos mensagem com foto.



Tentamos colocar a nossa próxima as deles, mas não conseguimos. Só muito alto. Encontramos outro mais baixo, mas distante, do outro lado.




Placa colocada, compra de “kit lembrança” e seguimos viagem. Às margens da estrada, coisas escritas com pedras, ora mensagens, ora apenas nomes. Segundo dizem, elas começaram em 1990 com o time de natação de Fort Nelson e, desde então, várias apareceram.

Mais à frente, passamos pela ponte de ferro, Nitsutlin Bay Bridge.







Em Whitehorse, nos hospedamos no Pioneer RV Park.


Na manhã do dia 08 de julho (terça-feira), saímos com sol, mas logo chuva, muita chuva, prejudicando a paisagem e as fotos.








Estrada com muita obra e sem animais. E muitos motorhomes, motos, bicicletas, poucos carros de passeio e nenhum ônibus comercial.


Um pouco mais à frente, avistamos urso preto que de curioso chegou bem perto. Assim, não!





E outro, marrom que parecia mais jovem e assustado, logo se escondeu na mata.


Chegamos ao Kluane Lake que a estrada vem margeando.





Passamos pela alfândega canadense sem ninguém atendendo na saída. Aproximadamente, 30 km depois, alfândega americana. Em poucos minutos, apresentamos nossos passaportes e respondemos algumas perguntas. Só isso! Simples assim!

Finalmente, depois de 115 dias de viagem, chegamos ao Alasca!



Em Tok, ficamos sabendo que o Brasil perdeu para a Alemanha de 7 a 1, na Copa do Mundo, e nos hospedamos no RV Tok Village.


A FLORESTA DE PLACAS EM WATSON LAKE NO CANADÁ

Antes de seguirmos viagem, no dia 05 de julho (sábado), ida ao Marco Zero para mais fotos e ao Visitor Center. Descobrimos que o Marco Zero “oficial” é em outro lugar, numa rua paralela. Vamos lá fotografar!






Já estamos na Alaska Highway, a lendária autoestrada de aventuras com 2.450 km, construída em tempo recorde de 8 meses (de março a novembro de 1942), em plena Segunda Guerra Mundial. A maioria está em território canadense e apenas 15% está de fato no Alasca.

Estrada mais desértica, inclusive de cidades e serviços. Muitas placas em inglês e francês e muitos caminhões grandes circulando e saindo das estradas secundárias.

Jantamos no Boston Pizza, em Fort Nelson, com direito a “banho” de chopes – tulipas enormes se desequilibraram da bandeja de Nikole, a garçonete que ficou super envergonhada. Strike!


Dormimos no Blue Bell Inn, na entrada da cidade perto de um posto de gasolina.

A viagem do dia 06 de julho (domingo) foi “premiada”. Vimos muitos animais na estrada: ursos, raposa, bisões e Stone Sheep, tipo um carneiro mais magro e menos peludo.












Em Muncho Lake, a estrada fica bem estreita, espremida entre o lago e a encosta. Na época da construção da Highway, este trecho deu bastante trabalho porque precisou de muita escavação na rocha e o trajeto original passava mais acima e era bem mais perigoso.


Nesse trecho, a estrada é linda e o Muncho Lake também, com suas águas azuis e quando mais profundo, verdes. Ele tem 12 km de extensão e 1,6 km de largura e profundidade de 223 m (mas, pelos dados do governo são 122 m).




Em Northern Rockies Logde, que paramos para “esticar as pernas” e tomar um café, o recepcionista, um rapaz da Sri Lanka, informou que um hidro-avião estava decolando do lago nos fundos do hotel. Corremos todos para lá para fotografar. Linda decolagem em linda paisagem!






Resolvemos, ao invés de tomar um café, experimentar o prato “Gypsy Schnitzel”, carne de porco à milanesa. Uma delícia!

No salão do restaurante, um mapa da região esculpido em madeira (aproximadamente 4 m x 6 m) e várias outras esculturas.



Chegamos a Watson Lake, a “cidade das placas”. Amanhã, vamos deixar a nossa feita no Brasil e que nos acompanhou até aqui.


Dormimos no Downtown RV Park.


De novo, “hambúrgueres no quintal”, mas desta vez só Rogério e Ana com o devido registro.